A figura de Sansão

Sansão é uma figura muito apropriada da igreja contemporânea. À semelhança dele, fomos chamados a influenciar nossa cultura, para Cristo. Fomos chamados para ser o sal que ameniza a degeneração moral do reino dos homens e a luz que mostra o caminho para o reino de Deus. Todavia, a cultura que estamos procurando influenciar não é passiva. Fomos chamados a influenciar nossa cultura, para Cristo. Ela tem sua própria doutrina, agenda e pregadores, mostrando-se agressiva e militantemente dedicada em resistir nossa mensagem e pregar a sua.

Muitos de nós fazemos bem, durante certo tempo, em sermos fiéis a Deus, permanecendo contra a agenda deste mundo. Mas o contínuo e sedutor namoro de Dalila começa a minar nossas defesas, e, antes que percebamos o que aconteceu, estamos pensando e conversando de maneira similar a filisteus civilizados, defendendo posturas contrárias à Palavra de Deus.

O poder do cristianismo se encontra na Palavra de Deus, e, quando nos permitimos ser sedutivamente afastados dela, nos achamos, assim como Sansão, roubados de poder e humilhados diante de um mundo escarnecedor. Sansão permanece como um lembrete contínuo de que mesmo o mais forte cairá, se for prostituir-se ao seguir uma cultura pagã. Essa prostituição sempre conduz à falta de poder, à cegueira e à morte.

Isto não é a explicação para a cegueira que impede a igreja de ser capaz de discernir entre o verdadeiro e o falso? Isto não explica a morte que impede a igreja de se regozijar na realidade das coisas espirituais?

A figura de Sansão é tão lamentável quanto poderia ser, mas existe também grande consolação nessa história. Em última análise, os filisteus venceram Sansão, não porque eram mais fortes, mas porque ele demonstrou infidelidade. Os cristãos, às vezes, caem na armadilha de pensarem que seu grande inimigo é a cultura ímpia que os assedia. Sem dúvida, a cultura ímpia é um inimigo, mas apenas em sentido secundário.

Nosso grande inimigo somos nós mesmos. Se estamos sendo oprimidos hoje, não é porque as crenças e o estilo de vida modernos são mais fortes do que nós, e sim porque temos sido infiéis para com Deus, que nos torna fortes. Quão profundamente precisamos guardar esta verdade em nossos corações! Nossa vocação é sermos fiéis a Deus!

por Roger Ellsworth

Fonte, Revista Fé Para Hoje – Editora Fiel
Número 1, Ano 1999

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